Foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa do PIB de 2011 que fechou em 2,7%. Antes de qualquer coisa, você sabe o que é o PIB? Ele é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país durante certo período. Até o pão nosso de cada dia é somado. O índice computa somente bens e serviços finais, para não haver duplicidade no cálculo. Um dos grandes fatores de contribuição do PIB é o consumo das famílias. Investimentos de empresa também influenciam o crescimento. Juros altos inibem consumo e investimentos. Gastos do Governo também influenciam o índice.
O crescimento do Brasil ficou abaixo da média mundial que foi de 3,8%. O nosso PIB foi de US$ 2,469 trilhões (Pouco mais de R$ 4,2 trilhões). Com este valor passamos a ser a 6ª economia mundial, ultrapassando o Reino Unido, que ficou com US$ 2,420 trilhões. Isso a aconteceu mais por problema deles (crise na Europa) que por mérito total nosso.
É certo pensar que diante da crise mundial, até que nos saímos bem. Também é certo pensar que não aproveitamos bem as oportunidades que as crises oferecem para melhorias. Nossa economia ainda depende muito de exportação de matéria-prima, commodities. Estamos enfrentando um grande dilema: Há muitos anos não se via a entrada de tantos dólares na economia, para investimentos diretos (instalação de novas empresas e ampliações de negócios já existentes). Por outro lado à entrada de dólares esta dando um trabalho danado para a equipe econômica, que vem de todas as formas criando dificuldades para a entrada de capital especulativo (curto prazo), seja com o aumento de alíquotas ou criação de novas taxas. Tudo isso para impedir a valorização do real.
O real valorizado faz com que nossos produtos fiquem mais caro para a exportação. Isso vai impactar no saldo da balança comercial. O real valorizado é ótimo para quem quer fazer viagem internacional. Nosso dinheiro deu poder de compra aos brasileiros. Nunca se gastou tanto em viagens internacionais e compras, por parte das pessoas físicas. Por outro lado o dólar barato tem ajudado o governo a cumprir as metas de inflação, que para este ano tem uma previsão de 5,5%. Ainda acima da meta que é de 4,5%. Este é outro ponto que tem que ser mais bem combatido e trabalhado. O fato de termos convivido com inflação mensal de dois dígitos, pode estar nós levando a ficar tranquilos com estes números. Economias mais desenvolvidas tem inflação anual, raramente maior que 2%. A nossa tem ficado há alguns anos até três vezes maiores. Ao longo de anos, isso faz uma diferença enorme. De certa forma, isso também é um dos motivos para que nossos preços internos, quando comparados com outros países tenham grande diferença. Os impostos, sim são em grande parte os responsáveis por isso. Quando você soma o reajusto inflacionário aos preços, a diferença cresce mais ainda.
Inicialmente o PIB previsto para 2011 era entre 3% e 3,5%. Em 2010 o crescimento foi de 7,5%. Para 2013 já temos o primeiro índice que vai compor o aumento do mínimo. O outro componente será o INPC, que tem uma estimativa de 5,5%, conforme regra prevista para até 2015.
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