sexta-feira, 9 de março de 2012

Insônia: exercícios e dieta certa interferem na qualidade do sono


Dados de um estudo conduzido em São Paulo em 2007 revelam que até 35% dos paulistanos reclamam de insônia, problema que, não bastasse o sacrifício noturno, gera, durante o dia, irritabilidade, fadiga, perda de memória e concentração, sem contar que ainda predispõe a infecções, depressão e doenças cardíacas. As mulheres padecem mais do transtorno: para cada portador do sexo masculino, há três do feminino.
"O indivíduo não consegue dormir ou manter o sono durante a noite e tem um repouso superficial", define a médica carioca Andréa Bacelar, da Academia Brasileira de Neurologia. "Hoje há um novo conceito de que o insone é aquele que vive insatisfeito com o seu sono. Essa dificuldade é fruto de um estado de hiperalerta na hora de dormir", diz a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, em São Paulo.
Por que há uma horda crescente de vítimas desse antiapagão? A resposta não espanta, porque são ingredientes da vida nas grandes cidades. A culpa recai sobre o estresse crônico e a ansiedade - e também nas desordens que esses fatores ajudam a desencadear.
"Uma porção de males, entre eles insuficiência cardíaca, refluxo e desordens hormonais, está associada à privação não intencional de sono. Daí a necessidade de investigar a fundo o problema", aponta a neurologista Rosa Hasan, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).
Os transtornos da mente, aliás, lideram a lista dos financiadores de insônia. "É comum observarmos dificuldades para dormir entre pacientes com depressão, ansiedade e esquizofrenia", diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Na menopausa e no período que a sucede, um número significante de mulheres passa a relatar noites em claro. "As oscilações hormonais, as ondas de calor e quadros depressivos figuram entre as principais explicações para o problema", diz a ginecologista Helena Hachul, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No caso, a reposição hormonal, quando bem indicada e somada a mudanças no estilo de vida, costuma remediar a situação. No campo do estilo de vida, quem merece o título de fator pró-sono é o exercício físico. Um estudo da Universidade Bellarmine, nos Estados Unidos, acaba de sinalizar, após acompanhar 2,6 mil pessoas de 18 a 85 anos, que a prática regular de uma atividade moderada aprimora em 65% a qualidade do sono.

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