Acompanhamos nestes últimos dias, com apreensão e emoção o desenrolar das notícias vindas da Itália sobre o navio que naufragou na costa daquele país. Também estamos vendo os nossos compatriotas morrendo por causa das águas da chuva. Lá as pessoas têm as seguradoras para cobrir os eventuais prejuízos. E aqui? Vão liberar parte do FGTS.
A vida é assim. Estamos navegando em águas calmas e de repente, tudo muda. Em nossa vida financeira, também não é diferente. Estamos empregados, somos pegos pelo desemprego. Nossos negócios estão bem, chega um concorrente e leva nossos clientes. Vivemos de renda, fazemos uma aposta errada. Todo cuidado é pouco. Por isso devemos estar atentos as mudanças de cenário. Nuvens carregadas. Mar revolto. Chegada da concorrência. Manutenção da capacidade de entregar resultado para a empresa. Qual é o meu cenário hoje? Como eu vejo o meu futuro? Quais são as pontes que estou construindo para chegar lá? Tem muita água para passar embaixo da ponte.
Por que faço esta comparação das águas com nossa vida financeira? Assim como as águas, o nosso dinheiro, às vezes contra todas as previsões resolve ficar em escassez ou em abundância. Certamente você vai lembrar mais da escassez comparada a abundancia. Normal. Normal nos esquecermos um negócio que foi fechado acima da expectativa. Normal não lembrar um recebimento de dívida que já dávamos como perdida. Normal não lembrar o pagamento de bônus anual, na divisão de lucros. Normal não lembrar a comunicação de uma promoção e conseqüente aumento de salário. Quando o assunto e escassez de dinheiro, certamente nossa memória é capaz de citar inúmeras ocasiões. Normal.
Normal não é aproveitar a abundância das águas e não ter um reservatório pra estocar. Normal não é aproveitar a abundância de recursos e ter um local para guardar uma parte dele, começando uma poupança ou aumentando o valor da já existente. Normal não é deixar chegar o período da estiagem e não ter feito nenhuma obra para minimizar a redução do volume de água. Normal não é deixar acabar o recurso financeiro, sem ter feito uma reserva de emergência. Tragédias acontecem e não temos como prevê-las. Temos que ter um plano de ação definido para estas situações. Como comunicar os envolvidos e manter a calma? Empréstimo no banco ou com familiares? Venda de patrimônio? As variáveis são inúmeras e todos devem saber como proceder nestas situações.
Todos devem ser capacitados. O japonês treina para o terremoto. Ele sabe que vai ocorrer. Só, ainda, não sabe quando.
Quando ele chega, foi como vimos recentemente, todos sabem o que fazer e de forma ordenada. Sem, muito, desespero. Estamos treinados/preparados para um terremoto financeiro? Pense nisso.
Convido os leitores para assistir neste sábado, às 8 horas da manhã no canal 5 (Programa Comunidade), a nossa participação e da coordenadora do PROCON de Três Corações, em um bate papo sobre a compra de material escolar.
Walter Junior é economista e com MBA em Gestão Empresarial. Trabalha com Educação e Planejamento Financeiro Pessoal.


























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